Estratégias para reduzir a mortalidade neonatal
70-80% da mortalidade acontece durante os 3 primeiros dias de vida e corresponde a leitões que nascem sãos mas demasiado débeis para mamar e competir com os seus irmãos. Ainda que o esmagamento seja uma das principais causas de mortalidade dos nascidos vivos, deve ter-se em conta que, em muitas casos, é consequência do que se conhece como uma baixa vitalidade do leitão.
De facto, o conceito de vitalidade do leitão, entendido como a capacidade do leitão para aceder ao úbere e mamar num ambiente competitivo, poderia ser considerado o denominador comum das causas da mortalidade neonatal. Esta vitalidade é influenciada por factores da fisiologia do próprio leitão e da fisiologia da porca.
A tabela seguinte mostra um resumo de possíveis intervenções para reduzir a mortalidade neonatal tendo em conta ambos os grupos de factores.
| Porcas | ||
| Evitar
o stress (ambiente cómodo) Estratégia nutricional
correcta durante a gestação/lactação
Selecção por boa conduta maternal (não
agressividade, boa lactação, passividade pós-parto) |
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| Leitões | ||
| Adopções
correctas < 24 h para homogenizar ninhadas Fontes de calor adequadas
Determinação dos leitões susceptíveis
de ser pouco vitais: |
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| -
Peso vivo baixo (< 1 kg) - Tª rectal 1 h pós-parto < 36 ºC1 - Tamanho da ninhada elevado |
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| Medidas correctivas para leitões pouco vitais: | ||
| -
Calor/secagem - Colostro quente - Ácidos gordos cadeia longa-média/oxigénio2 |
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| 1
A partir de: Temperatura crítica
mínima a 2h de vida: 34 ºC (Herpin et al., 2002); Tª rectal
> 35,4 ºC, máximo coeficiente de perigo de mortalidade segundo
Casellas et al., 2004. 2 Medidas estudadas a nível experimental até ao momento. |
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