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Como determinar que sistemas de bio-segurança devem ser implementados?

Antes de começar, deve ser sublinhado que não existe um protocolo de bio-segurança universal que possa ser utilizado em todas as explorações já que cada u...
2006-04-09 Antes de começar, deve ser sublinhado que não existe um protocolo de bio-segurança universal que possa ser utilizado em todas as explorações já que cada uma delas é única em termos de localização, pavilhões, maneio, susceptibilidade dos animais, pressão de infecção etc.

Para determinar que sistemas de bio-segurança devem ser implantados é necessário:

  • Identificar os agentes patogénicos enzóoticos da exploração: este é o primeiro passo para desenvolver um programa de bio-segurança eficiente. Se possível devem ser estimadas a prevalência, morbilidade, mortalidade e custos específicos para cada agente patogénico (prevenção, tratamento, medidas de controlo, efeitos sobre o rendimento, etc. ).

  • Identificar os agentes patogénicos de maior importância: esta variará em função da exploração. Deve ser tida em conta a probabilidade de infecção, susceptibilidade da exploração ao agente patogénico, impacto económico, tipo de exploração (multiplicador, de engorda...).

  • Identificar as fontes externas de agentes patogénicos: as fontes potenciais de agentes patogénicos incluem aerossóis, animais de substituição, sémen, alimento, água, chorumes, veículos, outros meios, animais domésticos e não domésticos, javalis, roedores, insectos e pássaros. Na tabela 1 é mostrada uma revisão da literatura existente sobre as fontes potenciais de infecção de alguns agentes patogénicos comuns no suino.

  • Identificar que fontes potenciais representam maior risco de introdução de agentes patogénicos na exploração: deve ser realizado um ranking das fontes externas de agentes patogénicos para identificar que fontes de risco, que possam ser controladas, são as mais importantes. Este ranking deve ser realizado com base na frequência de contacto com a fonte potencial, nível de contaminação da fonte e duração e sobrevivência do agente patogénico na fonte considerada.


Uma vez chegados a este ponto o objectivo do sistema de bio-segurança fica reduzido a agentes patogénicos específicos procedentes de fontes específicas de forma que o programa pode ser ou muito simples (p.e. uma simples vacinação) ou muito complexo (p.e. novas construções).

Tabela 1. Alguns organismos identificados como detectados em animais ou produtos animais, assim como aerossóis, alimento, água ou outros meios em condições naturais ou experimentais. (W.B. Saunder, 1999).

 
Pessoas
Sémen
Chorume
Animais domésticos
e não domésticos
e pássaros
Roedores
Insectos
Aerossóis
Alimento
Água
Outros meios
Actinobacillus pleuropneumoniae
 
 
 
 
 
 
X
 
 
 
Bordetella bronchiseptica
 
 
 
X
X
 
X
 
X
 
Brachyspira hyodysenteriae
 
 
X
X
X
 
 
 
X
 
Brucella suis
X
X
 
X
 
 
 
 
 
 
Vírus da peste suina clássica
 
X
X
X
 
X
X
 
 
X
Clostridium perfringens
 
 
 
 
 
 
X
 
X
 
Escherichia coli
X
 
X
 
X
X
X
 
X
X
Vírus da febre aftosa
X
X
X
 
 
 
X
 
 
X
Leptospiras
X
 
 
X
X
 
 
 
X
 
Mycoplasma hyopneumoniae
 
 
 
 
 
 
X
 
X
X
Pasteurella multocida
 
 
X
 
 
 
X
 
X
 
Parvovirus porcino
 
X
X
 
 
 
 
 
 
X
PRRSV
X
X
X
X
 
X
X
 
X
X
Vírus do Aujeszky
 
X
X
X
X
X
X
 
 
X
Salmonella spp
X
 
X
X
X
X
X
X
X
X
Streptococcus suis
X
 
X
X
 
X
X
 
X
X
Vírus da gripe suina
X
 
X
X
 
 
X
 
 
 
Vírus da doença vesicular suina
X
X
 
 
 
 
X
 
 
X
Vírus da gastroenterite transmissível
X
 
X
X
 
X
 
 
 
X


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