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Vetanco Company - Brazil 07/06/2021 17:00

Alternativa Natural em Benefício da Saúde Intestinal dos Suínos

A suinocultura brasileira está evoluindo constantemente para tornar-se mais competitiva e menos flutuante economicamente. Os produtores de carne suína e seus derivados buscam novas tecnologias para melhorar a eficiência produtiva e atender o mercado consumidor, que está em busca de alimentos produzidos cada vez mais de forma natural.

O fator sanidade é um ponto chave para a melhoria nos parâmetros produtivos, pois além de impactar diretamente nos mesmos, é possível executar rápidas ações estratégicas e práticas sanitárias que podem corrigir e reverter um cenário negativo.

A Saúde Intestinal dos Suínos

Um intestino saudável não é apenas importante para o crescimento e o desenvolvimento dos suínos devido as funções de secreção e absorção, mas também, porque ele forma o maior órgão imunitário, sendo a primeira resposta perante os microrganismos ali existentes.

A saúde geral dos suínos e, particularmente, a saúde intestinal, encontra-se permanentemente na busca do equilíbrio entre a microbiota benéfica e patogênica. Entende-se por microbiota, o conjunto de microrganismos que habitam um sistema, neste caso o intestino.

Figura 1. Comparativo microbiota sã X microbiota reduzida. Khosravi e Mazmanian, Current Opinion in Microbiology 2013, 16:221-22.

A microbiota benéfica fornece 3 níveis de proteção contra a infecção entérica, como ilustrado na Figura 1:

I - Microbiota comensal compete pelos nutrientes, limitando a ação dos agentes patogênicos;

II - Presença de mucina, imunoglobulina A (IgA) e peptídeos antimicrobianos (AMPs), que previnem o contato dos agentes patogênicos com a mucosa do hospedeiro;

III - Melhor resposta imunitária da mucosa intestinal.

Quando a microbiota está reduzida há menos concorrência, menos resistência da barreira e menos defesa imunitária contra a invasão de agentes patogênicos. Este desequilíbrio recebe o nome de disbiose.

Existem alguns fatores responsáveis pelo rompimento deste equilíbrio, dentre os quais podemos citar as situações de estresse, a presença de toxinas, alimentação de má qualidade ou desequilibrada e o próprio uso descontrolado de antimicrobianos. Como resultado desta disbiose, teremos um processo inflamatório, que lesiona as células do epitélio intestinal (enterócitos) e enfraquece a ligação que existe entre uma célula e outra (tight junction). Desta forma, as funções celulares ficam comprometidas, diminuindo a absorção de nutrientes, as defesas do organismo e piorando significativamente os índices zootécnicos de interesse.

Na Figura 2, está demonstrada a ação dos fatores estressantes, resultando em lesão celular e o consequente acesso destes à circulação sanguínea.

Segundo Jensen & Boye (2005), as principais enfermidades entéricas na fase de crescimento e terminação são a disenteria suína, colite espiroquetal e enterite proliferativa, causadas pelos agentes Brachyspira hyodisenteriae, Brachyspira pilosicoli e Lawsonia intracellularis, respectivamente.

Atualmente, observa-se no campo uma redução da eficácia dos tratamentos antimicrobianos químicos, e um rápido retorno ao quadro clínico da doença. É preocupante esta situação, já que os problemas entéricos têm sido cada vez mais frequentes e há poucas alternativas antimicrobianas viáveis de tratamento que tenham eficácia a um custo aceitável.

Figura 2. Lesão do epitélio intestinal

 

Outro fato importante no que tange aos antimicrobianos é o período de carência. Muitas das apresentações atuais das enfermidades entéricas tem ocorrido em fases finais do ciclo de terminação, impossibilitando o uso desses medicamentos.

Os antimicrobianos usados na alimentação dos animais, normalmente utilizados sob a forma de pulsos, têm sido extremamente discutidos pela opinião pública. A pressão do consumidor, exigência dos países importadores e as próprias regulamentações que estão sendo estudadas pelo MAPA (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento), demonstram claramente que teremos cada vez menos possibilidades de uso de antimicrobianos como tratamentos preventivos na alimentação dos suínos. Este padrão segue o ocorrido na Comunidade Europeia, e também as recentes mudanças nos EUA para restrição do uso de antimicrobianos na produção animal.

Em função de todos estes fatores, é fundamental a busca por produtos alternativos naturais com custos de tratamentos viáveis e seguros. Pesquisas científicas e experimentos práticos direcionados aos patógenos causadores das patologias entéricas dos suínos, confirmam a existência de produtos naturais capazes de realizar a prevenção e controle destas enfermidades. Estas alternativas são importantes, pois não apresentam resistência microbiana, não possuem período de carência e não afetam negativamente a microbiota normal dos suínos.

 

Resultado de Campo

Avaliação da eficácia de um Produto Natural (constituído por farinha de alfarroba, e óleo essencial de tomilho) e Tiamulina, no controle da Braschyspira hyodysenteriae.

Granja com 600 matrizes em ciclo completo, região de Passos - MG, com desafio de disenteria na fase de crescimento.

 

LOTE 1: 178 leitões tratados com Produto Natural, dos 90 aos 120 dias de idade, 1kg/ton de ração. Diarreia controlada, fezes normais.

 

LOTE 2: 177 leitões tratados com Tiamulina, dos 90 aos 120 dias de idade, 100 ppm na ração. Resultados de qualidade de fezes, aos 100 dias de idade. Presença de diarreia com sangue.

Conclusão:

- O Produto Natural foi eficaz no controle da diarreia hemorrágica.

- Lote 1 tratado com o Produto Natural apresentou maior peso ao abate, diferença de 2,5 kg de média no peso ao abate.

- Lote 2 apresentou animais com diarreia, mesmo consumindo Tiamulina na ração.

- Houve menor necessidade de medicação injetável no lote tratado com o Produto Natural.

Com esse experimento, foi possível identificar que o Produto Natural teve melhores resultados em comparação à Tiamulina.

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