[Entrevista] De que maneira prevenir os impactos causados por Mycoplasma hyopneumoniae em suínos
Por Andrea Panzardi - Especialista Técnica Aves e Suínos Ouro Fino Saúde Animal
Marcela Manduca: O Mycoplasma hyopneumoniae (Mhyo) é um agente extremamente prevalente. Como podemos fazer para amenizar a transmissão, as condições de contágio e diminuir as perdas de produtividade causadas por Mhyo?
Andrea Panzardi: O ponto principal e que muito se fala é a biosseguridade. Hoje, os estudos científicos nos mostra que o Mhyo não é único, temos variantes distintas com níveis de patogenicidade distintos e quanto menor a variabilidade de Mhyo dentro da granja, menor é a severidade das lesões, e com isso conseguimos garantir um menor impacto econômico. A biosseguridade externa e interna é importante, deve ser levada em consideração e aplicada para conseguir minimizar os efeitos externos.
A partir daí, uma vez que o Mhyo esteja presente na granja, o que podemos fazer para minimizar esses impactos?
Fazer monitorias periódicas para gerar dados e informações, monitorias clinicas, sanitárias, laboratoriais. Temos ferramentas baratas e estratégicas, que devemos implementar para entender o funcionamento do agente daquela granja. Entender em que momento, que fase e que nível de desafio esta granja possui.
Existe uma forma genética de identificar o Mhyo que é através do MLVA, pelo qual é possível identificamos as variantes, e a partir daí traçarmos estratégias específicas de controle e prevenção. Infelizmente ainda não temos isso no Brasil.
Marcela Manduca: E você já acompanhou como essa técnica de diagnóstico, MLVA, funciona?
Andrea Panzardi: Não acompanhei. É uma técnica molecular, conseguimos identificar as variantes presentes. É um adicional, seria a cereja do bolo. A partir do momento que a granja possui uma boa biosseguridade, realiza as monitorias clínicas e de abate periodicamente, essas ações são mais rápidas e assertivas, diminuindo o prejuízo. Conseguimos gerar informação para o produtor, a partir da análise de dados.