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Vetanco Công ty - Brazil 07/06/2021 17:10

Desempenho de leitões na maternidade com uso de Aditivo Prebiótico

Introdução

Os prebióticos são ingredientes não digeríveis em nível de estômago, e que são fermentados pela flora bacteriana do trato digestório, originando substâncias que estimulam seletivamente o crescimento e a atividade de bactérias benéficas e, ao mesmo tempo, inibindo a colonização do intestino por bactérias patogênicas (5). O GAMAXINE® é um aditivo prebiótico constituído por bactérias saprófitas inativadas e parede celular de levedura. Favorece o equilíbrio da microbiota intestinal, proporcionando uma melhor proteção contra desafios entéricos e, consequentemente, melhorando o desempenho dos animais.  

 

Material e Métodos

O experimento foi realizado numa granja comercial de produção de leitões com 830 matrizes ativas, localizada no estado de Santa Catarina (SC), apresentando um excelente histórico produtivo/reprodutivo, vigorando entre das 10 melhores granjas do estado no ranking da Agriness, porém apresenta certa incidência de diarreias neonatais e taxa de mortalidade de maternidade média em torno de 8,5%. O teste contou com 17 leitegadas oriundas de matrizes entre a primeira e sexta parição, distribuídas de forma aleatória entre os tratamentos. O grupo tratado (T1) com o fornecimento de GAMAXINE® foi composto de 10 leitegadas e o grupo Controle negativo (T2) foi composto de 07 leitegadas.  Assim, foram avaliados 227 leitões, sendo que os leitões do Tratamento 1 (T1), receberam 2 ml de GAMAXINE® por via oral logo após o nascimento (1ª dose) e foi repetida dose de 2 ml por via oral com 15 dias de vida (2ª dose).

Os 227 leitões foram pesados individualmente ao nascer e aos 14 dias de maternidade. Para critério de peso de desmame (peso final), haja visto indisponibilidade da granja, foram considerados os pesos do lote. No teste foram avaliados os seguintes critérios: peso médio ao nascimento, aos 14 dias de vida e ao desmame (individual e do lote com as respectivas médias), sendo os índices comparados entre os tratamentos. Para análise do ganho de peso na maternidade, foram utilizados os pesos ao nascimento e ao desmame. Como covariáveis, o peso dos leitões ao nascer e peso aos 14 dias, respectivamente. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância utilizando o programa de análise estatística – SISVAR. Por se tratar de dois tratamentos, com coeficiente de variação para as variáveis estudadas inferior a 20%, foi utilizado o teste t para comparação de médias pela análise de variância. 

 

Resultados e Discussão

I. Número de leitões nascidos e pesos médios individuais e da leitegada ao nascimento

Das fêmeas selecionadas para o teste, tivemos em média 15,40 e 16,71 leitões nascidos vivos por matriz, nos tratamentos 1 e 2, respectivamente. O peso médio individual destes leitões foi de 1,30 e 1,31 kg para os tratamentos 1 e 2, resultando em leitegadas com peso médio de 20,21 kg e 21,57 kg ao nascimento.

 

Tabela 1. Valores médios de peso ao nascimento dos leitões submetidos aos tratamentos experimentais (valores expressos em quilogramas).

ab médias seguidas de letras distintas na linha indicam pelo teste de T (P<0,05). T1 - Grupo Tratado (GAMAXINE®) T2 - Grupo controle negativo.

 

Após os partos e o manejo de colostro, nas fêmeas utilizadas para o teste, o excesso de leitões foi removido das matrizes, permanecendo apenas o número de leitões correspondentes ao número de tetas viáveis nas mesmas. Desta forma, tivemos em média 13,14 e 13,50 leitões por matriz nos tratamentos 1 e 2, respectivamente. Para as variáveis peso ao nascimento e número de leitões nascidos, não houve diferença estatística.

 

II. Peso médio individual e das leitegadas aos 14 dias

Para a variável peso aos 14 dias não houve diferença estatística significativa, porém foi observada uma tendência positiva (p=0,07) no incremento do peso dos leitões em T1, quando comparado a T2, como pode ser observado na Tabela 2. Ao analisarmos o peso médio das leitegadas aos 14 dias de maternidade, também notamos uma tendência positiva no incremento do peso no tratamento 1 (Gamaxine®), tendo já aos 14 dias um incremento de 2,150kg por leitegada. Quando levarmos em consideração a diferença de peso das leitegadas ao nascimento, nestes mesmos 14 dias, as leitegadas do grupo T1 já demonstravam uma diferença a maior de  3,510Kg no peso total da leitegada.

 

 

 

 

Tabela 2. Valores médios de peso aos 14 dias dos leitões submetidos aos tratamentos experimentais (valores expressos em quilogramas).

ab médias seguidas de letras distintas na linha indicam pelo teste de T (P<0,05). T1 - Grupo Tratado (GAMAXINE®) T2 - Grupo controle negativo.

 

III. Ganho de Peso na Maternidade e Peso ao desmame

Para a variável peso ao desmame, houve uma diferença estatística   (p<0,05), sendo 7,61 kg para T1 e 7,04 kg para T2. Com relação ao ganho de peso diário na maternidade, também foi melhor  no grupo tratado com Gamaxine® em relação ao grupo controle, conforme pode ser visualizado na tabela 3. Os leitões do T1 ganharam em média 23 gramas de peso a mais por dia na maternidade, ou seja, um GPD de 252g/dia comparado a um GPD de 229g/dia do grupo controle. Desta forma, com um melhor ganho de peso na maternidade, os leitões do grupo tratado com Gamaxine® tiveram um melhor e maior peso ao desmame.

 

 

Tabela 3. Valores médios de Ganho de peso e peso ao desmame dos leitões submetidos aos tratamentos experimentais (valores expressos em quilogramas).

ab médias seguidas de letras distintas na linha indicam pelo teste de T (P<0,05). T1 - Grupo Tratado (GAMAXINE®) T2 - Grupo controle negativo.

 

 

IV. Pesos Totais por Fase

Além de analisarmos os pesos individuais ao desmame, é fundamental considerarmos também o peso da leitegada, uma vez que, quando temos um número elevado de leitões desmamados/matriz, que é o caso da granja em que o produto foi testado, espera-se uma queda no peso médio da leitegada e não foi o que ocorreu com o grupo tratado com Gamaxine®(T1) como pode ser visualizado na tabela 4.

 

Tabela 4. Valores médios de peso das leitegadas submetidas aos tratamentos experimentais (valores expressos em quilogramas).

ab médias seguidas de letras distintas na linha indicam pelo teste de T (P<0,05). T1 - Grupo Tratado (GAMAXINE®) T2 - Grupo controle negativo.

 

Os pesos individuais dos leitões do tratamento 1 apresentaram-se melhores aos 14 dias e ao desmame. Desta forma, as leitegadas tratadas com Gamaxine®, por conseguinte, foram desmamadas mais pesadas. Somando a diferença de peso médio ao nascimento, as leitegadas tratadas com Gamaxine® foram desmamadas com 6,30Kg a mais na média, que o grupo controle.

 

Conclusão

Os animais tratados com Gamaxine® apresentaram melhor ganho de peso (GPD) na maternidade.  O peso aos 14 dias de vida e o peso ao desmame foram maiores para o Grupo com Gamaxine®. O Tratamento 1 (Gamaxine®) obteve melhor desempenho de maternidade.

 

Referências:

(1) Cooper, D. R., Patience, J. F., Zijlstra, R. T., & Rademacher, M. (2001). Effect of nutrient intake in lactation on sow performance: determining the threonine requirement of the high-producing lactating sow. Journal of Animal Science, 79(9), 2378-2387.

(2) Cuevas, A.C.; Gonzales, E.A.; Huguenin, T.C. et al. El efecto del Bacillus toyoi sobre el comportamiento productivo en pollos de engorda. Veterinária México, v.31, n.4, p.301-308, 2000.

(3) Fedalto, L.M.; Tkacz, M.; Ader, L.P. Probióticos na alimentação de leitões do desmame ao 63 dias de idade. Archives of Veterinary Science, v.7, p.83-88, 2002.

(4) Junqueira, Otto Mack, Barbosa, Luis Carlos Garibaldi Simon, Pereira, Adriana Aparecida, Araújo, Lúcio Francelino, Garcia Neto, Manoel, & Pinto, Marcos Franke. (2009). Uso de aditivos em rações para suínos nas fases de creche, crescimento e terminação. Revista Brasileira de Zootecnia, 38(12), 2394-2400. https://dx.doi.org/10.1590/S1516-35982009001200015.

(5) Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Instrução Normativa 13/2004. Disponível em http://www.agricultura.gov.br/assuntos/insumos-agropecuarios/insumos-pecuarios/alimentacao-animal/arquivos-alimentacao-animal/legislacao/instrucao-normativa-no-13-de-30-de-novembro-de-2004.pdf.

(6) Sanches, A.L.; Lima, J.A.; Fialho, E.T. et al. Utilização de probiótico, prebiótico e simbiótico em rações de leitões ao desmame. Ciências Agrotécnica, v.30, n.4, p.774-777, 2006

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