Que impacto têm as infecções virais concomitantes? Co-infecções entre o Parvovírus suíno (PPV) e o Circovírus suíno (PCV2)
Se a vacinação frente ao PCV2 não evita a infeção, o risco de co-infecção pode estar substancialmente sub-diagnosticado.
O circovírus suíno tipo 2 produz uma doença com grande impacto económico. Clinicamente apresenta-se como uma doença de ausência de crescimento, uma doença muito lenta e progressiva com um alto índice de mortalidade. Também se pode apresentar como um síndrome de dermatite e nefropatía suína com alta mortalidade.
Se a vacinação frente ao PCV2 não evita a infeção, o risco de co-infecção pode estar substancialmente sub-diagnosticado.
Este artigo descreve as principais características das vacinas comerciais para combater a circovirose suína.
Entrevistámos Hans Nauwynck, que se define como um virologista veterinário. Um profissional que trabalha em laboratório com precisão cirúrgica, procurando perceber como os vírus animais interagem com as suas células-alvo. Mas o seu trabalho vai mais longe: graças ao seu profundo conhecimento do comportamento biológico dos vírus, consegue explicar claramente muitos dos "porquês" essenciais para a compreensão da patogénese das doenças virais e para o desenvolvimento de estratégias de controlo eficazes.
O Professor Nauwynck é especialista no vírus PCV2, um pequeno vírus que nos continua a surpreender. Tem-no investigado desde que o surgimento de doenças associadas ao PCV2 causou uma grave crise na sanidade suína global, que foi finalmente resolvida com o desenvolvimento e a implantação em massa de vacinas eficazes.
Em animais saudáveis, o PCV2 passa despercebido e causa poucos danos. No entanto, com co-infecções que ativam o sistema imunitário, o vírus torna-se mais prejudicial.