O impacto dos fretes no custo das matérias primas
Hoje falaremos de um tema de vital importância no custo final das matérias primas ainda que pouco conhecido: os fretes. Nos últimos três anos os fretes sofreram um aumento considerável
Bem-vindo à 3tres3
Ligue-se, partilhe e relacione-se com a maior comunidade de profissionais do sector suinícola.
Já somos 203.876 Utilizadores!
Regista-te Já é membro?
Hoje falaremos de um tema de vital importância no custo final das matérias primas ainda que pouco conhecido: os fretes. Nos últimos três anos os fretes sofreram um aumento considerável
Já passou um mês desde o meu último comentário, e as coisas continuam iguais ou mais etéreas que nunca.
A prevista descida dos cereais esteve a ponto de acontecer há uns 10 dias, com descidas significativas tanto em Chicago (Cbot), como o Liffe ou o Matif. Mas os mercados conseguiram travar a descida respaldados tanto pelos conflitos que se propagam pelos países árabes como por outros problemas em países emergentes, o que propicia, entre outras coisas, a subida do petróleo.
No dia 31 de Março o USDA publicou 3 relatórios (intenções de sementeira nos EUA, stocks trimestrais, exportações semanais dos EUA), neles dava-se realce a exportações semanais muito elevadas de milho e grão de soja e a uma redução dos stocks trimestrais de milho e grão de soja. Isto foi mais do que suficiente para que os fundos voltassem a entrar no mercado, conseguindo arrastar com eles todos os produtos: trigo, farinha de soja, óleo e outros mercados (LIFFE, MATIFF, …). O sentimento altista foi contagioso e toda a gente entrou a comprar, até ao ponto que, em determinado momento, as ordens de compra de contratos de milho somavam 18,8 milhões de toneladas.
A Primavera continua a impor-se nos mercados ou, pelo menos, aparentemente..
Estamos à porta de uma nova colheita e pomos em dúvidas todas as informações que dispomos
No dia a dia do mercado de matérias primas parece que não ocorre nada mas nada mais afastado da realidade!.
Acreditamos que em Agosto/Setembro os mercados vão acalmar e podemos ter uma ideia mais clara do que nos esperará este Inverno.
Este mês Jordi Beascoechea comenta a influência dos mercados financeiros sobre o preço das matérias-primas.
Os preços de todos os cereais cederam, o milho em maior medida, deve-se esperar que os mercados continuem a ceder de maneira suave. As cotações do complexo proteína seguiram os passos dos cereais.
Se só tivéssemos em conta as colheitas e os consumos estaríamos quase convencidos que, pelo menos na zona euro, os preços deveriam continuar uma tendência baixista já que temos tido uma colheita record de cereais no mundo e, ainda que os consumos continuem aumentando, os aumentos são menores que em anos anteriores devido à crise.
Sempre defendi a teoria que um mercado que não está coberto para o futuro dificilmente pode baixar ou, o que é o mesmo, é relativamente fácil que suba.
A subida de preços com que estreámos este ano é maior que o habitual e, sobretudo, mais rápida.
Lógico seria pensar que com os stocks existentes os preços não subam. Nada mais longe da realidade, os preços continuaram a subir...
Os compradores em geral cobriram as suas posições até à colheita, e os vendedores sentem-se cómodos com os stocks à espera de noticias sobre a evolução das novas colheitas.
A oferta e a procura são importantes mas não o suficientes para determinar o preço das matérias-primas, nos últimos anos o petróleo e os fundos de investimento ganharam-lhes terreno.
Os fundos que investiram nas matérias-primas nos últimos meses obtiveram uma rentabilidade próxima a 30% pelo que é quase impossível que “saiam” dos mercados de matérias-primas.
Com os portos cheios e perante a proximidade da nova colheita os preços dos cereais tendem à baixa. No entanto não se preveem alterações no complexo da proteína.
A má colheita nacional, a falta de água nos USA e os movimentos dos fundos juntos com a revalorização de dólar levaram a uma importante subida dos preços tanto para a nova colheita como para a velha.
O mercado demonstra que se deve comprar quando os preços das matérias-primas permitam fazer carne a preços razoáveis é só equacionar que percentagem cobrir.
O milho no porto está nos 267 €/Tm. Além disso, começámos a colheita nacional e em poucas semanas a de França, com o que a tendência continua a ser baixista.